MNAC - Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado
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As relações entre arte e política são longínquas, quer sob a forma de legitimação ou de contrapoder. Ao longo do século XX e primeira dácada do século XXI, esta relação intensifica-se para evocar velhas e novas problemáticas como o pós-colonialismo, as questões de género e de identidade, a injustiça e desagregação social, a especulação financeira, a destruição da paisagem, entre outras. “Are You Still Awake?” aborda alguns destes temas, num registo criativo, mas também de cidadania, que ambiciona agir sobre a realidade transformando-a, através da provocação, da ironia, do humor, da transgressão, do manifesto, da violência. Curadora: Emília Tavares Com: Alexandre Estrela, Ana Hatherly, Angela Ferreira, Carla Filipe, Ernesto de Sousa, Hugo Canoilas, João Pedro Vale, João Tabarra, Júlia Ventura, Julião Sarmento, Mauro Cerqueira, Paulo Catrica, Vasco Araujo. _____________________________ “ARE YOU STILL AWAKE?” 13.12.2012 - 30.03.2013 Piso 1 e 2 NÚCLEOS: Género e Identidade Pós-colonialismo: trauma e esquecimento Revolução, Resistência e Reinvenção Distopias e paisagem transfigurada Julião Sarmento (1948) Sem título 1971-2010 18 provas de impressão digital a jato de tinta de pigmentos sobre papel Ilford Barita fotográficas positivas a cores e a preto e branco Col. António Cachola, em depósito no MNAC-MC O feminino na sua vertente moral, psicanalítica e sexual tem sido uma das áreas fulcrais do trabalho de Julião Sarmento, desde a década de 70. O território movediço entre erotismo e pornografia tem sido outras das polaridades presente na sua obra, sempre que toma como modelo a imagem da mulher. Este conjunto de imagens, que abarcam vários momentos e várias fases da sua vida e obra, apresentam-se como um diário visual feminino do artista, em que os universos do privado e do trabalho do artista são contaminantes, e em que as referências abarcam vários âmbitos, do cinematográfico ao íntimo. Para o artista, o sexo contém uma ideia libertária, lugar possível de um exercício livre do ser. Fica colocada a questão se esta imagem desassombrada da mulher contribui para a libertação dos códigos seculares da sua condição de género, ou se a mesma permanece encerrada na sua circularidade de estereótipos, apesar do caráter libertário em que se representam. (E.T.)
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